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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ser obrigado a votar no “menos pior” é o que merecemos?






Eleitor se vê forçado a escolher o candidato que menos lhe desagrade, pela falta de políticos comprometidos com a população e preocupados em melhorar Chapadinha.


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Ser obrigado a votar no menos pior o que merecemos

Ao se aproximar do dia 2 de outubro, onde os eleitores deverão (obrigatoriamente) se dirigir às urnas para apontar os futuros governantes do país, nos deparamos com imensas dúvidas e receios. Os cidadãos comprometidos sabem a responsabilidade que é escolher seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo. Para tomar essa importante decisão, eleitores analisam propostas, pesquisam o histórico dos candidatos, observam o partido político no qual se inserem os concorrentes, seus feitos e realizações – tudo isso num plano objetivo -, além de subjetivamente calcular sua competência, seriedade, cumprimento da palavra dada e compromisso em trabalhar pelo bem coletivo.



Depois dessa minuciosa análise, poucos “pinos” estarão de pé. O restante terá sido atropelado pela “bola de boliche” intitulada consciência e bom senso. Provavelmente, atingindo pela incerteza e desconfiança, será forçado a optar pelo “menos pior”, como forma de impedir que os “pinos” já derrubados em sua análise consigam ser eleitos. Após votar sem a convicção de que escolheu um grande político para nos representar, como acreditar que mudanças substanciais serão feitas em prol da sociedade? Será que merecemos tão pouco a ponto de nos contentarmos a eleger aquele “menos ruim”?




Eu combato com todas as forças essa tese consolidada na cabeça do eleitor brasileiro, de que no segundo turno temos de votar no “menos pior”. Numa primeira análise, até faz algum sentido, se pensarmos que um dos dois vai ganhar de qualquer jeito. Portanto, que fiquemos com o mal menor, certo? Mas aí sou eu que lhe pergunto: existe “menos pior”?





Se os grupos políticos provaram, por inúmeras vezes, indignos de nossa confiança. Candidatos que abusaram sistematicamente do poder quando o tiveram, que fazem política na base do troca-troca de cargos e verbas, que fecham as alianças rasteiras. Mas acima de tudo, são candidatos que, inventam perseguições políticas, justificam a falta de valorização dos trabalhadores e de investimentos na saúde e educação com falta de recursos, recursos esses que não falta para pagar novos aliados e fechar novas alianças e justificam esses atos como sendo um mal necessário, uma aliança a favor do povo, da democracia, do que vier à mente. Tudo parte de um grande teatro, para transformar patifes em vítimas.



Apesar de tudo, mesmo decepcionada, ainda resta ao eleitor de Chapadinha algum resquício de simpatia. É aí que eles atacam. Apelam para o discurso que sensibilize o eleitor, que o traga de volta para o seu lado, que faz com que o eleitor veja até o ato injustificável como algo justificável, um ato “a favor” dele, enquanto que o as alianças e atos falhos do outro candidato, seria o ato do outro candidato “contra” ele, um ato contra “o povo”. 





Votando nulo, sei que não altero o resultado nas urnas, mas prefiro manter a minha opinião, em vez de vendê-la ao jogo do “menos pior”. Votem em quem quiser, mas tenham alguma convicção, pelo menos. Caso contrário, por que os políticos se esforçariam para melhorar, se sabem que o eleitor se contenta com o “menos pior”?






Ser obrigado a votar no menos pior o que merecemos


Por: Jane Andrade




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