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quinta-feira, 31 de março de 2016

Sobre o tiroteio durante a Festa de aniversário de Chapadinha




O assunto mais comentado dos últimos dias sem dúvida foi o tiroteio ocorrido durante a festa de aniversário de Chapadinha.





Houve muita discussão nas redes sociais, muita polêmica a cerca da banalização da vida humana e da continuação da festa, apesar da morte de uma pessoa e de vários feridos no local.


Enquanto uns criticavam o governo e outros defendiam, um ponto passou quase despercebido, não fosse a avaliação do Blog do Alexandre Pinheiro


Além dos pontos já debatidos, o que mais me chamou a atenção (se bem que eu já deveria estar acostumada, afinal o governo municipal pouco tem demonstrado humildade nesses três anos de mandato) ao tomar a decisão de continuar a festa, o governo municipal, pôs em risco a integridade física e a vida das pessoas ali presentes. 


Naquele momento não se sabia o motivo que ocasionou os tiroteios, porém a pessoa que morreu no local tinha família e em toda família, na hora de uma dor como essa, pode haver alguém que queira ir em busca de vingança, voltando ao local do crime, podendo assim haver um novo tiroteio e mais uma vez ferindo ou tirando a vida de inocentes.


Pelo que sei nunca havia acontecido algo desse tipo em festas populares, na nossa cidade, pode ter sido inexperiência? Pode. Pode ter sido pra não desagradar o povo em época de eleição? Sim pode. O que realmente incomodou grande parte das pessoas, foi à frase que locutor teria dito “não temos nada a ver com isso. A festa continua”. Balas não escolhem vítimas, não olham caras.


O Governo da Competência Administrativa paga praticamente toda a mídia local para defendê-lo, porém não se deu conta, que bastaria uma nota da prefeita, reconhecendo o erro, lamentando o fato ocorrido e enviando pesar aos familiares das vítimas, para por fim a discussão. 


Fica o nosso lamento e a torcida para que episódios como esse não voltem a se repetir, nem em Chapadinha e nem em nenhum outro lugar. E que as administrações públicas pensem menos nos votos e mais nas pessoas.


Não reconhecer os erros pode sair mais caro, do que encará-los de frente. 




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