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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Torcedora admite ter xingado Aranha, mas não vai pedir desculpas


Patrícia Moreira perdeu o emprego que tinha na Brigada Militar após o episódio


Foto: ITAMAR AGUIAR/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO


No dia 28 de agosto de 2014, o Santos venceu o Grêmio por 2 a 0, em Porto Alegre. Porém, durante o jogo, Aranha reclamou de estar sofrendo ofensas racistas, acusando torcedores de o chamarem de "macaco" e "preto fedido". Patrícia foi flagrada pela câmera da ESPN, que transmitia a partida, insultando o goleiro.


Patrícia, que era auxiliar de saúde bucal no Centro Médico da Brigada Militar, acabou sendo afastada do emprego.




Por causa destas manifestações racistas, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil em julgamento ocorrido na quarta-feira (3).



A pena por injúria racial é de um a três anos de reclusão, mais multa.




Patrícia Moreira chegou com segurança reforçada e chorando à 4ª Delegacia Civil de Porto Alegre para depor sobre os insultos racistas ao goleiro Aranha, do Santos, na última quinta-feira (28). Ela foi flagrada chamando o atleta de "macaco". Cerca de oito policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) escoltaram a garota.


O esquema foi armado para preservar a integridade física da torcedora, que se manteve escondida durante esse tempo e sofreu ameaças após o episódio.


Segundo o jornal Zero Hora, o delegado responsável pelo caso, Cleber Ferreira, disse que a menina admitiu ter xingado o goleiro Aranha de "macaco". A jovem, no entanto, não cogitou pedir desculpas ao jogador.

— Ela disse que foi no embalo da torcida, que costuma usar essa expressão nos cânticos.



De acordo com a polícia, o depoimento da torcedora é considerado o momento mais importante dentro das investigações. Do lado de fora da delegacia, integrantes do movimento União dos Negros pela Igualdade [UNEGRO], protestam contra as manifestações racistas.




Gazeta Press






Grêmio e Santos fariam o jogo de volta das oitavas de final da competição nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, mas ao invés disso, representantes dos dois times estiveram na sede do STJD, no Rio de Janeiro, para acompanhar o julgamento dos incidentes envolvendo o goleiro Aranha.


O árbitro da partida, Wilton Pereira Sampaio, também foi julgado pelo STJD, assim como seus assistentes Kléber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock, e o quarto árbitro Roger Goulart. Wilton Pereira por não ter relatado na súmula do jogo o acontecido com Aranha e seus auxiliares por não terem falado ao árbitro os xingamentos por parte da torcida gremista.


Wilton Pereira defendeu-se da acusação alegando que não escutou nada e, que se tivesse conhecimento dos xingamentos, teria suspendido a partida. Quando ficou sabendo do incidente, ao chegar ao hotel, resolveu fazer um adendo ao STJD:


— Chegando ao hotel, junto com minha equipe de arbitragem, fiquei assustado com as reportagens sobre a questão e, para não passar em branco, fiz o adendo sobre o ocorrido.


No fim, os auditores do processo votaram e optaram pela suspensão por 45 dias do árbitro Wilton Pereira Sampaio, além de R$ 800 de multa. Os auxiliares e o 4º árbitro receberam 30 dias de gancho e multa de R$ 500.







Com informações do R7

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