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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Concurso Machado de Assis: Lógica Matemática ou Cartilha da Prefeita?



Do Blog do Alexandre Pinheiro



Toda matéria em que questiono o famoso concurso público do Machado de Assis / Prefeitura de Chapadinha – aquele que foi suspenso depois que a candidata e assessora da prefeita passou sem haver ao menos pago a taxa de inscrição – o  professor de matemática Mauro Regis reduz toda insatisfação e reações contrárias ao certame ao número de aprovados ou classificados menor que o de reprovados.  

“A maior “irregularidade” desse concurso é uma simples questão de lógica (e isso não é ilegal, por mais que alguém tente provar o contrário): se o concurso possui 224 vagas para os aprovados e 448 vagas para os classificados, em um universo de 7.210 candidatos inscritos, obviamente 6.538 serão desclassificados, ou seja, menos de 10% dos candidatos obterão êxito. Embora seja um expressivo número de candidatos desclassificados e, consequentemente, insatisfeitos e/ou revoltados, nenhuma ação, de quem quer que seja, mudará essa matemática simples”, disse o professor Regis em texto recente no Facebook. 

Adiantando que – embora estranhe o tom agressivo do professor contra quem questiona o Machado de Assis – não descreio da capacidade do matemático para passar em concurso e ministrar boas aulas de uma ciência cujas minhas noções são assumidamente precárias e, até por isso mesmo, é que peço ajuda ao mestre para um exercício matemático/estatístico mais complexo.

Vamos lá.

Duas candidatas sendo irmãs, quais as possibilidades de ambas terem obtido a mesma pontuação uma da outra, repetindo inclusive os resultados nas mesmas matérias? Explico melhor: as irmãs alcançaram 34 pontos, sendo a Irmã K tirou 4 em normas, 16 em conhecimentos específicos e 14 em português e a Irmã E também obteve os mesmos 4 em normas, 16 em conhecimentos específicos e 14 em português.

Antes que algum maldoso especule que elas tenham trocado conhecimentos durante o teste, adianto que isso é impossível, pois a Irmã K fez a prova na turma 6 do Colégio Manoel José de Santana e a Irmã E na sala 7 da Escola Nossa Senhora Aparecida.

As sintonizadas Irmãs K e E são reais, elas foram aprovadas para determinado cargo, uma em nono, a outra décimo lugar (também não sei qual o critério de desempate). Fiz questão de preservar nomes porque o intuito aqui é elevar o nível científico do debate acerca do concurso e não fulanizar o que seja. (veja recorte abaixo)

Depois de contado o caso, humildemente aguardo o professor Mauro Regis me dizer se a probabilidade de voltar a acontecer tal fraterna e extrema coincidência em outro concurso honesto são maiores que ganhar duas vezes 50 milhões na Mega Sena ou não.  


Sintonia das Irmãs K e E / Clique em Cima para Amplicar

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