Pages

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Suspeito de tentativa de assalto é linchado na Cidade Operaria






























Uma multidão se aglomerava na Av. principal da Cidade Operaria por volta das 7h30 da manha desta quinta feira (10), mais exatamente em frente ao Laboratório Cedro. Por conta do grande numero de pessoas que se juntaram no local. o transito ficou lento, quase parado nos dois sentidos.




























No meio da multidão, era possível observar o corpo de um homem de cor branca, caído no canteiro central da avenida, desfalecido e com varias marcas de espancamento pelo corpo, principalmente na cabeça.


Populares afirmaram que o homem tentou assaltar uma senhora idosa, que saia do Laboratório Cedro depois de fazer alguns exames, no momento da tentativa de assalto, a mulher conseguiu gritar o que chamou a atenção de algumas pessoas que transitavam pelo local, imediatamente o suspeito passou a ser perseguido por alguns homens, ao ser alcançado o suposto marginal foi agredido com pedaços de pau, pedras e chutes até desfalecer.


Após o linchamento o homem ficou desacordado no canteiro da avenida até a chegada da policia que demorou quase uma hora para aparecer. O homem desacordado foi jogado na mala da viatura como se fosse um animal e conduzido até o hospital Municipal Dr Clementino Moura - Socorrão -II.


A maioria das pessoas no local apoiavam e comemoravam o linchamento do suspeito, alguns mais exaltados queriam continuar agredindo o homem, mesmo o corpo já estando caído, desfalecido e sangrando.

Comentário Nosso



A atitude das pessoas comuns de “fazer justiça com as próprias mãos” tem preocupado representantes de entidades que lutam pelos Direitos Humanos, além das próprias autoridades policiais. “A Constituição garante que qualquer cidadão pode prender uma pessoa em fragrante delito. Mas a polícia deve ser chamada imediatamente. Em um caso como esse, as pessoas se tornam as agressoras. Também estão cometendo um crime”, afirmam os especialistas. 


O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Marcos Dionísio, também aborda o risco ao qual a própria população se expõe. “As pessoas devem se lembrar que os criminosos têm quadrilha, famílias, amigos, e sabem quem foi que os agrediu. Isso pode se tornar uma tragédia, um efeito cascata”, destaca. 


‘Falha do Estado no combate ao crime explica reação’


A falta de estrutura das polícias, da Justiça e do sistema carcerário é o principal motivo da iniciativa popular de “julgar” os suspeitos e condená-los a castigos bárbaros. A população tem um sentimento de vulnerabilidade, criado por causa do fracasso da polícia e do Estado, de combater os crimes. 


A preocupação que devemos ter, é que essa prática se dissemine principalmente entre as futuras gerações. Que sociedade é essa? Que tipo de educação nossas crianças e jovens estão recebendo com esses exemplos de trucidade? Isso não é Justiça. As pessoas estão se igualando aos bandidos. De algozes, eles passam a ser vítimas, lembrando que a prática do linchamento é um crime pelo qual os populares podem ser presos. 


Há muitas criticas as ações do governo estadual, responsável pela estruturação das policias Militar e Civil. Faltam policiais, falta estrutura e investigação. Conheço casos em que apenas a polícia não consegue achar os suspeitos que estão com mandado de prisão aberto. Eles são vistos todos os dias pela família da vítima. Essa falta de estrutura acaba enfraquecendo também as outras instituições.


O Estado terá que se fazer um esforço sobre humano para que nossa sociedade volte a ter uma coexistência pacífica.



Com a contribuição do Blog do Abimael Costa

Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário