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sábado, 26 de abril de 2014

Diário de Classe: AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA INICIAL





Infelizmente crianças ainda chegam ao 3º ano sem ler e escrever e pude constatar este triste fato ao retornar às aulas dia 23 de Abril e a primeira atitude foi conversar com os alunos, para conhecer um pouco mais sobre cada um: Onde morava, com quem mora, há quanto tempo frequenta a escola, se estuda em casa, se o pai, a mãe ou responsável sabe ler e escrever e se incentiva que a criança faça o mesmo. Essas foram algumas das perguntas feitas aos meus alunos.


Nesta conversa preliminar pude constatar fatos preocupantes: A maior parte dos alunos tem mais de 4 irmãos, muitos vem da zona rural, os alunos que tem a  melhor caligrafia e que copiam tudo que escrevo no quadro não conseguem ler aquilo que escreveram e que os pais ou responsáveis não sabem ler nem escrever. Porém ainda são dados preliminares que necessitam de uma avaliação mais precisa.


A partir do dia 28 deste mês começo a fazer a Avaliação Diagnóstica da Alfabetização. Saber o que os alunos já conhecem é de fato essencial para o ponto de partida do planejamento docente.


Se por um lado, temos as pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, que revolucionaram a alfabetização com a psicogênese da Língua Escrita, por outro ainda se está construindo uma forma de compreender com o aluno aprende matemática e desenvolve seu raciocínio.


O autor que nos propõe um novo olhar sobre o ensino de matemática é Vernaud, defendo a ideia de que, não só é preciso se diagnosticar o que o educando já sabe, como acolher as diferentes estratégias por ele adotado.


Mais importante do que se preocupar com o conteúdo a ser dado, é o fato de que nós professores façamos a avaliação diagnóstica inicial e, assim, possamos estabelecer os objetivos conceituais, procedimentais e atitudinais a serem alcançados.


E é muito desestimulante que este aluno que sabe, fique exaustivamente fazendo aquilo que já conhece e domina.


Portanto, caros colegas, procuremos conhecer o que nossos alunos já sabem e, sem dúvida, este simples procedimento qualificará muito nosso trabalho.


(As imagens foram retiradas do material: Pró-letramento / Alfabetização e Linguagem - MEC/SEB - 2007)





                           

                 









Para Libâneo (2004, p.253), a avaliação sempre deve ter caráter de diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores a identificarem aspectos em que os alunos apresentam dificuldades. A partir daí, os professores poderão refletir sobre sua prática e buscar formas de solucionar problemas de aprendizagem ainda durante o processo e não apenas no final da unidade ou no final do ano...




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