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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Após falhas em injeção letal, EUA planejam retomar cadeira elétrica e fuzilamento





No Brasil tanto a criminalidade quanto a violência com os crimes são praticados tem aumentado consideravelmente e aliado a isso a revolta dos cidadãos de bem que devido a fragilidade de nossas leis acabam ficando presos em suas residências enquanto os bandidos estão soltos pelas ruas.


Cada vez mais é comum ouvir a frase: "Deveríamos fazer como os Estados Unidos e adotar a pena de morte". Mas será mesmo que isso resolveria nossos problemas e diminuiria a criminalidade em nosso país? 



Do portal R7


Alguns Estados do país estão com dificuldades para comprar barbitúricos 

Na Virginia, uso da cadeira elétrica já foi aprovado na câmara baixaAP Photo




Alguns estados dos Estados Unidos, afetados pela falta do medicamento utilizado para aplicar a pena capital, planejam resgatar antigos métodos que, em alguns casos, deixaram de ser usados por sua brutalidade, como a cadeira elétrica e o fuzilamento.


Há propostas em Virgínia, Wyoming e Missouri de retorno a métodos de execução há muito tempo abandonados, para horror daqueles que querem o fim de qualquer tipo de pena capital.

Desde 1982, as injeções letais têm se tornado gradualmente o principal método de pena de morte nos 23 Estados que permitem a prática.


Mas, quando fábricas europeias pararam de vender drogas para os Estados Unidos por rejeitar que elas fossem usadas na execução de pessoas, o governo passou a procurar outras fontes, muitas vezes recorrendo a farmácias não regulamentadas.


Isso levou a um aumento nos processos que alegam que o novo coquetel é uma "punição cruel e incomum", configurando uma violação à Constituição do país.


Em janeiro, um homem condenado à morte por estupro e assassinato agonizou durante 20 minutos antes de morrer, durante sua execução em Ohio, após o Estado utilizar uma nova combinação de drogas. No fim do mês passado, a Justiça do Missouri autorizou a execução de outro acusado, apesar de utilizar drogas de fabricantes não informados.


Já em Oklahoma, em 9 de janeiro, o detento Michael Lee Wilson reclamou que podia sentir o corpo "ardendo" quando a injeção era administrada.


Deborah Denno, professora de Direito na Universidade Fordham, acredita que um retorno aos antigos métodos seria difícil.


— A própria razão pela qual eles passaram a usar injeções foi que as cadeiras elétricas e o gás não estavam funcionando.


Cadeira elétrica aprovada


Mas os Estados que querem a mudança estão determinados. Na Virgínia, um projeto de lei foi aprovado na Câmara autorizando o uso de cadeiras elétricas se os componentes das injeções letais não estivessem disponíveis, mas ainda precisa passar pelo Senado do Estado para virar uma lei.


No Missouri, onde a origem das substâncias usadas nas injeções foi questionada, o procurador-geral defendeu o uso da câmara de gás, enquanto um deputado propôs o retorno dos pelotões de fuzilamento. A mesma proposta foi apresentada por um deputado no Wyoming.


Analistas, no entanto, acreditam que a busca por métodos alternativos pode resultar em um tiro pela culatra para os políticos envolvidos.


"Muitos políticos estão perdendo a credibilidade", alerta Denno.


— Quantas vezes você pode ficar trocando os métodos de execução sem prestar atenção para o fato de que nós simplesmente não sabemos o que estamos fazendo?


Além disso, os advogados contrários à pena capital acreditam que a adoção dessas alternativas pode aumentar os pedidos pelo seu fim.


"Se esses métodos antigos passarem a ser usados regularmente, nós teremos histórias horríveis", disse Richard Drier, diretor-executivo do Centro de Informação sobre a Pena de Morte, prevendo grande resposta popular e judicial.


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