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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

TV Globo tira a Mascara da Roseana e mostra que o Maranhão é um dos piores estados nos índices sociais do país

Desigualdades também se refletem na segurança. Estado tem um PM para cada 916 habitantes, enquanto São Paulo tem um para cada 462.



Link para a reportagem do Jornal Nacional
Tiago Eltz





A capital do Maranhão ganhou as manchetes nas últimas semanas depois de uma onda de violência nos presídios do estado. Presos foram mortos por companheiros de cela. De dentro da penitenciária de Pedrinhas, partiram ordens para que ônibus fossem incendiados. Uma garota de seis anos morreu queimada.


Uma semana depois, a governadoraRoseana Sarneyx, do PMDB, se pronunciou sobre os ataques.


A primeira entrevista da governadora foi depois uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ela associou o aumento da violência, ao crescimento econômico do estado.





“É um estado que está se desenvolvendo, um estado que está crescendo. E um dos problemas que está piorando a segurança é que o estado está mais rico, mais populoso também”, disse Roseana Sarney,PMDB, governadora do Maranhão.


O crescimento do Maranhão mencionado pela governadora, e a qualidade de vida da população do estado, são o assunto da reportagem de Tiago Eltz.




De fato, é verdade: o Maranhão ficou mais rico. De acordo com os últimos números do IBGE, o PIB do estado cresceu 15,3% entre 2010 e 2011. Bem acima do crescimento do Brasil no mesmo período, que foi de 2,7%. O problema é que esse crescimento não se traduziu em melhoria de vida para os moradores. O Maranhão é também um dos piores nos índices sociais do país.


São Luís é uma cidade turística, com muitas praias. O palácio do governo, um prédio imponente, fica à beira-mar. De lá se tem uma visão privilegiada das desigualdades da cidade.





Proporcionalmente à população, em nenhum estado do Brasil morrem mais crianças do que no Maranhão. A média é quase o dobro da nacional. E quem vive lá, vive menos. O Maranhão é o único estado onde a expectativa de vida não chega aos 70 anos. A média brasileira é de quase 75 anos.


É só chegar às áreas mais pobres para entender o porquê. “Estou muito tempo sem água aqui. Nós estamos nos aventurando para ver se a gente consegue alguma coisa. Até vir uma limpa. Agora está fedendo”, declara Uéldon dos Santos, desempregado.




Lá, metade da população não tem água tratada em casa. Quase 90% não tem esgoto. “Meu filho até pegou problema de rim porque a água aqui é cheia de infecção”, conta Josenira Pereira, dona de casa.


Os contrastes estão por todo lado. Em um local o progresso chegou com a construção de uma avenida e mudou a vida dos moradores, mas não do jeito que eles queriam.




Em uma área que alagava todos os dias com a maré, a construção da avenida criou uma espécie de represa. Agora a água não chega e limpa a região, que não tem nenhum tipo de saneamento. Com isso, todo esgoto, todo o lixo acabam parados debaixo das casas.


Para o especialista Marco Antônio Carvalho Teixeira, os números dão um recado claro: “O que isso significa? Significa inclusive que se há riqueza no estado. Essa riqueza está concentrada nas mãos de poucos. Indica que um conjunto de questões ligadas a políticas públicas, que deveriam estar sendo oferecidas para os cidadãos - que vai desde atendimento médico, atendimento em hospital, a infraestrutura, saneamento - estão falhando”, afirma Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV.




As desigualdades no estado se refletem também nas estatísticas sobre segurança. O Maranhão tem a pior relação de policiais militares por habitantes. Tem um PM para cada 916 moradores. São Paulo tem um PM para cada 462, e o Rio um para cada 371 habitantes.


A governadora Roseana Sarney foi insistentemente procurada pra falar sobre o quadro que essa reportagem apresenta, mas preferiu que o secretário de desenvolvimento social falasse.


O secretário Fernando Fialho diz que as políticas sociais já apresentam resultados, que começam a ser sentidos pela população.





“A melhoria das condições sociais no Brasil tem sido um desafio que tem sido enfrentado de frente por todas as esferas do governo. A redução da extrema pobreza, vale salientar, no Maranhão, nesses últimos anos, nós tivemos um redução captada pela PNAD, agora de 2012, de 22% para 12% na extrema pobreza do Maranhão” Fernando Antônio Brito Fialho. secretário de Desenvolvimento Social do Maranhão.


De acordo com o secretário, por causa da lei de responsabilidade fiscal, o estado teve que sanar as dívidas para depois começar a investir, o que aconteceu a partir de 2012. Ele destacou a construção de estradas ligando o interior do estado, o que facilitará o acesso a produtos e à saúde, além de melhorar a economia, com escoamento mais rápido da produção.





"Com o funcionamento da rede total de hospitais que estão sendo feitos no estado, com a melhoria dos acessos a todas as cidades, interligação através de rodovias, que permitam o melhor fluxo econômico do estado com a conclusão desses investimentos que estão trazendo mais oportunidades de emprego/renda, com a capacitação que está acontecendo, eu não tenho dúvida de que essa realidade, que já está mudando, como demonstram os indicadores de forma mais acelerada, agora nos próximos dois a quatro anos seguintes, será diferente", declara o secretário de Desenvolvimento Social do Maranhão.








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