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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vampiros e Sanguessugas Atacam a Saúde Pública de Chapadinha


Nos últimos anos os acontecimentos na saúde pública vem nos assombrando. Se, antes, nove e meio entre dez chapadinhenses desconfiavam que a administração da saúde pública não é flor para se cheirar, os vampiros e sanguessugas, chupadores do dinheiro público, selaram o diagnóstico. Como os escândalos de corrupção não cessaram, mas há indícios de migração de tais criaturas no interior das Prefeituras, fica-se sem saber de que tipo são os espécimes que andam atacando por aí.

A indefinição sobre os responsáveis pelos assaltos sistemáticos e duradouros ao erário público estimula as suspeitas sobre o reagrupamento e mudança das bases logísticas das quadrilhas.

Uma pequena volta no tempo e em depoimentos como o Dr. Levi Pontes, Prof. Francejane, Conselheiros da Saúde e relatório do DENASUS, nos farão lembrar que certas atividades ilícitas abrangeram todo o ciclo de atividades de aquisição de bens e insumos pela Secretaria de Saúde. O traço comum dos escândalos é o superfaturamento. Para controlar os preços, emendas parlamentares, licitação e aquisição de equipamentos, foi necessário arregimentar parceiros no âmbito empresarial, em diversas esferas administrativas, e estabelecer pontes entre o Legislativo e Executivo. Só a expressão crime organizado descreve adequadamente essa rede de poder, que se manteve ao longo de diversas gestões e renovou seus adeptos no início do primeiro mandato de Magno Bacelar.

Os vampiros que sugaram milhões, as nossas dores foram reveladas, mas o mal que nos aflige ainda estálonge de ser sanado.

Integrantes de ambas as quadrilhas deveriam ser presos, outros processados por improbidade e instados a devolver os recursos indevidamente apropriados. Mas, logo, a maioria constituiria caros advogados de defesa que iriam demonstrar a inadequação de punição a seus clientes inocentes, somente inadvertidos ou colaborativos. Embora as exigências de restituição do dinheiro sejam praticamente inalcançáveis é a punição mais usada.

Essas desmedidas tecem mais uma cortina de fumaça, enquanto vampiros e sanguessugas se disseminam ou sofrem mutações. A divisão de cargos técnicos por partidos políticos e o uso da liberação de emendas parlamentares, que concentram parcela considerável de investimentos, como moeda de troca para compor maiorias congressuais levou a saúde para a berlinda outras vezes em função de contratos irregulares. Esses contínuos desfalques setorizados, entretanto, tornaram-se até acanhados perante a magnitude de cifras divulgadas recentemente.

A hora-aula de um professor com doutorado, quando remunerada e necessariamente conhecida pela Receita Federal, fica em torno de R$200. Enquanto o salário de um ocupante de cargo público não sai por menos de valores compostos por seis, sete, oito dígitos, pagos à vista. Tudo será retribuído, a prazo com dividendos, mediante políticas públicas. Se as acusações a quem não está implicado em qualquer falcatrua continuarem atulhando processos, ocupando tempo e energia de nossas instituições judiciais, o coeficiente de entropia no monitoramento das ações governamentais não será reduzido nas proporções necessárias à compatibilização das práticas administrativas e partidárias ao efetivo exercício da democracia.

Em suma caros leitores a Saúde está doente não por falta de verbas, mas por falta de compromisso e responsabilidade de nossos representantes políticos e contra esses vampiros não há água benta ou alho que dê jeito, somente uma coisa pode detê-los, seu voto.

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