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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O ano começa com mais uma suposta vítima da Saúde Pública

Marlene Pereira da Rocha Nobrega de 41 anos passou mal no domingo dia 01/01/2012.

Segundo as pessoas que chegaram ao local ela teria caído da moto que andava e estaria desmaiada em plena via pública, várias pessoas se encontravam no local sem que nenhuma prestasse qualquer tipo de socorro a vítima.

Depois de algum tempo duas pessoas a socorreram, colocando-a no carro e levando ao HAPA, onde houve mais espera, o jovem que a socorrera, revoltado com tanto desprezo e espera, invadiu a emergência do hospital onde pegou a maca para tirá-la do interior do veículo e leva-la para o interior do hospital.

Segundo as pessoas que acompanharam a Senhora Marlene, ela teria problemas cardíacos graves e não teria informado ao médico plantonista que lhe receitou uma injeção de diclofenaco sódico na veia.

Depois disso a vítima voltou pra casa queixando-se de que as dores haviam aumentando ao invés de diminuírem.

A intenção aqui não é questionar se foi ou não o medicamento a causa da morte como especulava-se, e sim pedir mais humanidade, presteza e rapidez no atendimento as pessoas que precisam recorrer aos hospitais de Chapadinha.

A exemplo dos Doutores da alegria que tem missão de promover a experiência da alegria como fator potencializador de relações saudáveis por meio da atuação profissional de palhaços junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde.


                                           Por um olhar humanitário da Medicina

Por: Renata Lima - Agência UFRJ de Notícias - CCS

O profissional de saúde, com toda sua objetividade e procura pelo bem-estar de seu paciente foi tema da palestra "Psicoterapia no hospital geral - O que o médico pode fazer?". Ministrando a palestra, o Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFRJ, Eustachio Portella Nunes, fez uma análise sobre a importância dos valores humanos no tratamento do paciente.

A relação médico-paciente é fundamental na medicina. No atendimento, quando a relação entre eles é difícil, os médicos tendem a achar que a culpa é exclusiva do paciente: "ele é uma pessoa difícil", diria um médico. Quando, na verdade, a relação médico-paciente depende, não só de quem é atendido, mas de quem está atendendo.

"O paciente é uma pessoa sofrida, sobretudo aquele que frequenta hospitais públicos. Ele tem inúmeras necessidades e carências", diz o professor referindo-se às condições externas que tornam o paciente mais inflexível. A doença é, muitas vezes, uma forma de escape do cotidiano massificante. Ficar bem de saúde novamente representa o regresso à vida difícil, ou seja, o doente pode preferir adoecer a se tratar completamente.

Para diminuir a barreira entre o binômio médico-paciente é preciso a mudança de atitude do médico. Este deve ver o paciente não como um objeto de estudo ou de cura, mas como uma pessoa: "O médico deve ceder espaço para o paciente falar espontaneamente", diz Eustachio, explicando que o doente gosta de ser notado e receber atenção.

O palestrante afirma ter a receita para ser mais perceptivo quanto ao próximo e para o médico ter uma relação mais humana com seu paciente: "Leiam Machado de Assis. Ele percebeu todas as nuances do comportamento humano". Ele ainda brinca: "Machado de Assis transforma seu romance em uma sessão de psicanálise trinta anos antes de Freud".

A palestra, que aconteceu quarta-feira (30/3), no Anfiteatro do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), passou a lição de casa: conhecer o ser humano não é só uma tarefa da psicologia, como também da medicina, que precisa, de certa forma, treinar seus profissionais para exercerem um olhar mais caloroso sobre o paciente.

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